Forte de São João Baptista

Forte de São João Baptista Arquipélago das Berlengas

Quem?

Mandado construir sob o governo de D. João IV.

Forte de São João Baptista Arquipélago das Berlengas

Onde?

Localiza-se na ilha de Berlenga Grande.

Forte de São João Baptista Arquipélago das Berlengas

Quando?

A sua actual configuração data de 1651.

O Forte de São João Baptista e a sua estrutura militar será a construção mais significativa das Berlengas e o elemento mais icónico do arquipélago.

História do local

Forte de São João Baptista Arquipélago das Berlengas

A sua planta é irregular mas apresentando seis faces, revelando uma solução muito criativa da arquitectura militar seiscentista perante a morfologia particular do local onde foi erigido o forte. Tem diversos compartimentos, unidos por um corredor subterrâneo, e apontando para o mar existiam onze peças de artilharia, em posições que ainda hoje podem ser vistas. Note-se que uma parte da pedra utilizada na sua construção foi retirada das ruínas do antigo Mosteiro da Misericórdia, que anteriormente se erguia ali próximo.

Não se sabe ao certo quanto terá sido construído o Forte de São João Baptista, existindo testemunhos pouco claros que indicam ter ali existido uma fortificação desde o século XVI. A sua actual configuração datará contudo de 1651, quando D. João IV ordenou a construção (ou reconstrução) da fortaleza para fazer frente às frequentes incursões de piratas e corsários e à possibilidade de um ataque espanhol (note-se que se estava em plena Guerra da Restauração), o que veio mesmo a suceder. Mas antes disso, resistiu logo em 1655 a um ataque levado a cabo por três navios otomanos que bombardearam o forte antes de retirarem.

Ilha das Berlengas em Timelapse

Berlengas Timelapse por Manuel Melo

Curiosidades

Trilhos e caminhadas nas Berlengas

Em 1667 o Forte de São João Baptista, viu-se envolvido numa feroz batalha. Foi nesse ano atacado por uma esquadra espanhola que tinha já flagelado diversas cidades costeiras e atacado embarcações de pesca e navios portugueses.

Entre 28 de Junho e 1 de Julho o forte foi cercado tendo acabado por se render perante a desigualdade de forças: a sua guarnição era de 28 homens, comandada por António Avelar Pessoa (o mesmo que deu o nome à principal embarcação que hoje assegura a ligação entre as Berlengas e Peniche), enquanto que a esquadra atacante, capitaneada por Diego Ibarra, era composta por 15 navios guarnecidos por 1.500 homens.

Os espanhóis retiraram, destruindo completamente o forte, que foi depois reconstruído, tendo sido utilizado como prisão entre o final do século XVII e o início do século XVIII. Viu ainda alguma acção durante a Guerra Peninsular, quando ficaram ali aquarteladas tropas britânicas que vieram auxiliar na luta contra as tropas francesas de Napoleão, e durante as Guerras Liberais, tendo forças leais a D. Pedro conquistado o forte aos Miguelistas, usando-o depois como base de ataque e conquista à fortaleza de Peniche.

Em 1914 deixou de ser usado para fins militares e com a partida dos últimos elementos da guarnição foi deixado ao abandono. Ficou para trás o Sr. José Morgado, com as funções quase simbólicas de guarda do forte, sabendo-se que até à década de 30 do século passado o dedicado funcionário içava e hasteava a Bandeira Nacional aos Domingos e Feriados. Nessa década efectuaram-se algumas obras de manutenção e nos anos 50 foi totalmente recuperado, tendo sido transformado em pousada pela Direção Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais.

Forte de São João Baptista

  • Ponte de acesso em alvenaria de pedra
  • Terraço panorâmico
  • Casa do Comando
  • Quartéis de Tropas
  • Armazéns
  • Cozinha
  • Muralhas
  • Canhoeiras
  • Corredor principal

Fotos do Forte das Berlengas